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A independência e o guarda chuva

Semana passada me deparei com uma cena muito curiosa. Uma menina, no alto dos seus 7 ou 8 anos, pedia insistentemente para que a mãe lhe comprasse um guarda chuva da Hello Kitty. Fora toda a questão consumista da estória, o que mais me chamou a atenção foi o discurso da menina. Ela queria o guarda chuva, porque ela já era grande! Sim, ela era grande e não precisava mais dividir o guarda chuva com a mãe. Parei pra pensar e vi que realmente, o guarda chuva é um grande sinônimo de independência. Afinal de contas, com o guarda chuva, estamos protegidos da chuva e do sol (algumas pessoas usam para essa finalidade) e temos a liberdade de irmos e virmos para/de qualquer lugar. Olha que maravilha, o guarda chuva é uma fabulosa ferramenta da liberdade! Devaneios infantis à parte, o conceito de liberdade e independência é latente, não importa a idade. Há o anseio do ser humano de querer não precisar de ninguém e ser autosuficiente para tudo, com o discurso do "eu quero, eu posso, eu faço...

Reflexões de folia carnavalesca

"Mas é carnaval, não me diga mais quem é você..." Interessante a mudança de comportamento das pessoas no carnaval. Seguindo alguma tese absurda de que são os 4 últimos dias do ano (só isso explica), acontece algo digno de registro. Com comportamentos estranhos, atitudes um tanto quanto nada ortodoxas e principalmente ações que não se realizaria normalmente você escuta o célebre bordão "aaah, mas é carnaval". Ok é carnaval. E daí? Vamos enfiar o pé na jaca como se não houvesse amanhã e as pessoas saem loucamente beijando umas as outras, independente do sexo, travestindo-se de mulher, bicho ou qualquer coisa sem muita lógica, bebem muuuuuuuuuuuuuuuuuuito, transam com o primeir@ que aparece e por aí vai..afinal..é carnaval! Isso não é um post puritano, até porque quem me conhece sabe que eu passo looooonge disso, mas queria entender o porque desse comportamento ser moralmente aceito nesses 4 dias e não ser aceito ao longo do ano. Qual a essência de ser, em tese, ...

Palco de emoções

As luzes se apagaram e a cortina balançava suavemente. Nem parecia um armazém de porto, não fosse pela brisa marinha quente, trazendo o cheiro de maresia que vinha lá de fora. A proposta era bacana. Trechos de musicais em cartaz e sucessos de temporadas passadas, a grande maioria desconhecida, com destaque para o tão falado  "Despertar da Primavera" . Luzes se acendem e vão se misturando, azuis, rosas, verdes, vermelhas, roxas. Entra o apresentador, fala um pouco da proposta, apresenta o primeiro musical da noite,  Motown . Legal pra caramba, um revival dos anos 70, muitas músicas do Jackson Five e do próprio Michael, boa voz, figurino bacana. Hora da  Opereta Carioca , sambinha gostoso, muita ginga e malandragem. Tava sendo um programa legal, todos os amigos jogados no puff, clima descontraído. Eis que ele começa a falar de um musical conhecido. Um musical que fez grande sucesso por onde passou. Mas que não havia passado em Brasília, os teatros lá não tinham estrutura ...

Revendo fatos

hipocrisia palavra que martela, que fere, que é negada, que serve para quem tenta velar reais intenções. covardia ato de não assumir as ações realizadas, medo de encarar fatos e pessoas. preconceito julgamento discriminatório de algo ou alguém baseado em verdades absolutas. privacidade algo inerente ao ser humano, que todos querem ter, mas poucos respeitam a alheia. respeito palavra ha muito esquecida............ A pergunta deveria ter sido outra: será que são essas as pessoas com quem eu quero trabalhar e conviver?

Vomitando a frustração

Não há porque ter coerência, pois não está sendo escrito, está sendo vomitado. Portanto, não espere uma ordem lógica, uma vez que anseios e dores não funcionam dessa forma. Não consigo entender o funcionamento da mente humana. O quanto um indivíduo pode ser considerado descartável em diversas formas e o que pode ser feito dele. A importância do diálogo deve ser lembrada em todo e qualquer momento de uma relação, seja ela amorosa, profissional, familiar ou de amizade. Sinceridade sempre é a melhor forma. Me espanta como as pessoas, por vezes tem medo de lidar com certas coisas e fogem, ficam "na defensiva" e agem de forma cruel na tentativa de parecerem menos humanos. Sim, pois é errado admitir que se sente confuso, que tem vergonha e pode-se sentir medo ou insegurança. Queria compreender o que leva um ser humano a tratar o outro com descaso e falta de consideração, indiferente ao tipo de relacionamento que levem/levaram. O fim de um relacionamento, qualquer que seja ele...

Sobre o Acordo do não compromisso

Assina-se o contrato de não exclusividade e não compromisso. Não é público, mas ele resolve te beijar na frente de todo mundo. Não precisa ficar sempre que se encontram, mas ficam sempre que se encontram. Não precisa contar pra ninguém, mas todo mundo sabe que são um casal. Não precisa se ver todo dia, mas um sabe o que o outro faz quase que diariamente. Não é sério, mas a mãe dele te conhece e faz piadinhas sempre. "Tamo só curtindo", mas quem curte mais são os amigos, com a cara de ambos, inclusive os dele que você nunca viu na vida. Direto se escuta aquela célebre "cade o fulano" e você sempre tem a resposta. Experimenta passar no local de trabalho sem dar bom dia?! Logo chega uma sms te chamando de metida e  mal-educada. O melhor amigo dele chega na balada e fala pra você que ele é sensacional, que merece ser feliz e quer que você cuide bem dele, ainda que não esteja rolando "nada demais". Não há nada, mas vocês sabem que tão juntos há 1, 2,...

Domingo eu quero ver... FUTEBOL - Coluna Publicada no dia 01/12/2009 no Blog Dupla Esportiva

Dupla Esportiva A rodada de domingo foi ainda mais bizarra que a passada. Tudo aquilo que os matemáticos podiam dizer como “praticamente impossível”, aconteceu novamente. Flamengo não apenas ganhou do Corinthians, como São Paulo perdeu pro Goiás, Palmeiras voltou do coma apático que se encontrava e o Fluminense descarregou toda a raiva do LDU em cima do Vitória, com uma ajuda do Botafogo que perdeu pro furacão paranaense. Essa semana o espetáculo chegará ao fim. Da mesma forma que eu, tempos atrás, citei aqui nesse mesmo espaço a alusão à primeira parte da quadrilha de Drummond ao relembrar sobre a “troca de presentes” entre Flamengo, Grêmio e São Paulo, vejo novamente a estória acontecer. Só que dessa vez foi o São Paulo quem embrulhou o campeonato para presente e deixou na porta do Olímpico para o Grêmio decidir se deixará ir ou não para dentro dos portões da Gávea. Grêmio que tem em mãos o futuro do Inter, seu arquiinimigo e maior rival no RS, com direito a declarações apaixon...