Pular para o conteúdo principal

Reflexões de folia carnavalesca

"Mas é carnaval, não me diga mais quem é você..."

Interessante a mudança de comportamento das pessoas no carnaval. Seguindo alguma tese absurda de que são os 4 últimos dias do ano (só isso explica), acontece algo digno de registro. Com comportamentos estranhos, atitudes um tanto quanto nada ortodoxas e principalmente ações que não se realizaria normalmente você escuta o célebre bordão "aaah, mas é carnaval".

Ok é carnaval. E daí? Vamos enfiar o pé na jaca como se não houvesse amanhã e as pessoas saem loucamente beijando umas as outras, independente do sexo, travestindo-se de mulher, bicho ou qualquer coisa sem muita lógica, bebem muuuuuuuuuuuuuuuuuuito, transam com o primeir@ que aparece e por aí vai..afinal..é carnaval!

Isso não é um post puritano, até porque quem me conhece sabe que eu passo looooonge disso, mas queria entender o porque desse comportamento ser moralmente aceito nesses 4 dias e não ser aceito ao longo do ano. Qual a essência de ser, em tese, aquilo que não é?!

Porque reprimir esses desejos latentes, se é visível a necessidade deles? Quem impôs isso? A sociedade? Na minha opinião um organismo que prima pela hipocrisia usando para isso o manto do "tradicional". E aí as pessoas resolvem fazer nesses 4 dias o que têm vontade de fazer ao longo da vida e dá nisso...exageros gritantes.

Mas, como diria sabiamente Los Hermanos... todo carnaval tem seu fim... e com ele as máscaras são guardadas para o próximo ano e os ternos e tailleurs voltam a cena cotidiana.

"Amanhã, tudo volta ao normal deixe a festa acabar..."

Comentários

  1. Auaehuahuehuah...Pela primeira vez alguém expôs tudo o que eu penso em relação ao carnaval ^^'
    Muito legal e lógico,moça.Por coincidência talvez neh,meu nome é Carol tbm ;p

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Palco de emoções

As luzes se apagaram e a cortina balançava suavemente. Nem parecia um armazém de porto, não fosse pela brisa marinha quente, trazendo o cheiro de maresia que vinha lá de fora. A proposta era bacana. Trechos de musicais em cartaz e sucessos de temporadas passadas, a grande maioria desconhecida, com destaque para o tão falado  "Despertar da Primavera" . Luzes se acendem e vão se misturando, azuis, rosas, verdes, vermelhas, roxas. Entra o apresentador, fala um pouco da proposta, apresenta o primeiro musical da noite,  Motown . Legal pra caramba, um revival dos anos 70, muitas músicas do Jackson Five e do próprio Michael, boa voz, figurino bacana. Hora da  Opereta Carioca , sambinha gostoso, muita ginga e malandragem. Tava sendo um programa legal, todos os amigos jogados no puff, clima descontraído. Eis que ele começa a falar de um musical conhecido. Um musical que fez grande sucesso por onde passou. Mas que não havia passado em Brasília, os teatros lá não tinham estrutura ...

Olhares

Ironico talvez seja a melhor palavra para definir o quão diferente uma situação pode ser vista, dependendo do olhar. Não jornalisticamente falando, mas uma mesma situação pode ser analisada de n formas diferentes. Basta saber o que se passa no coração de quem vê. Ruim ou bom, depende da forma como vemos isso. E aí entro em redundância, pois falo novamente das várias faces de uma moeda. Prefiro sempre o olhar do bem. O olhar que não vê maldade, o olhar do crescimento e aprendizado constantes. Acho que meus olhos ainda estão semicerrados, mas prefiro eles assim. Quero crer que tudo visa o bem maior, independente de crenças ou concepções. Talvez seja o olhar do sonhador...vai saber?!

Aquarelando 2

Ele Algodão cru, cavalete, tinta, pinceis e lápis. Sonhos, poesia, esperança, fé, determinação. Mão hábeis, olhos castanhos, puros, cristalinos. O mundo, mundo vasto mundo, diante das duas janelas: a da casa e a da alma. A tela, antes branca agora apresentava rabiscos. E iam surgindo traços, linhas, curvas; Ideias e ideais, ensejos e desejos. E os prédios descortinavam a baía de Guanabara... olha, ali é o Pão de Açúcar! E ela?! Ali tão alto, ela se sentia pequena frente ao mundo. Mundo que ela estava descobrindo. Mundo que ainda tem para conhecer. Mundo que ela já tinha visto. E tudo ali, diante dos olhos... como se fosse uma pintura. Como se fosse a pintura dele, que apresentava tudo a ela. E aquarelavam barcos a vela, tanto céu e mar no beijo azul. E começava a salpicar de estrelas prateadas a tinta negra que se derramava no céu. Era a noite que caía. E como pequenos vagalumes ansiosos, as luzes começaram a piscar aqui e ali. Dali, ou de lá?! E tal e qual na música, entre ...