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Sobre a arte do impossível - Coluna Publicada no dia 02/11/2009 no Blog Dupla Esportiva

Dupla Esportiva Improbabilidade. Acho que essa palavra anda permeando essa reta final do Campeonato Brasileiro. Sem falar de mala branca, suborno de arbitragem e outros artifícios escusos que vêm sendo cogitados, a cada rodada uma nova reviravolta faz com que quem não tinha chance alguma, passe a ser o grande favorito, aquele que era o líder isolado perca a chance de classificação, o que tava morto ressuscite e o que tava bem morra na praia. Fluminense e Botafogo travam um verdadeiro duelo de titãs pela permanência na série A. E ao que tudo indica, estão no caminho certo, faltando poucos pontos para se manterem longe do fantasma do rebaixamento e ambos têm a chance de conseguir a proeza. Lá na ponta temos o São Paulo, o vilão do momento com seus seis campeonatos e muita birra por parte dos outros times que reclamam de favorecimento constante da arbitragem, compra de título e outras acusações nada ortodoxas. São Paulo que chegou ao campeonato com um time desacreditado, uma campanha...

Citando e pensando...

"Beware of the dreams you have when you are young, they always come true." Bela frase essa de Goethe. E no meio de tanta coisa a ser absorvida essa semana, consegui externalizar um pouquinho de tudo.. aprendizado. Acho que é esse o mote. Aprendizado constante e constante crescimento. Praticamente a evolução, não nos moldes de Darwin. Revolução humana é uma expressão que escuto constantemente nas palestras budistas. Para quem ainda não sabe, estou frequentando as reuniões desde julho e me sinto muito bem com isso. Aquele papo de toda religião ter um mesmo princípio é real, mas a forma como cada uma aborda é que realmente faz a diferença. Sou o que chamam carinhosamente de "simpatizante" e realmente simpatizo muito com muito do que escuto e debato. Ainda que uma das premissas da prática budista seja a de deixar o passado e pensar no presente e principalmente no futuro (velha história de não chorar o leite derramado), para mim é inevitável olhar para trás mui...

Coluna Publicada no dia 02/11/2009 no Blog Dupla Esportiva

Dupla Esportiva Hoje vou falar de futebol. Mas precisamente de Campeonato Brasileiro. As últimas rodadas têm gerado um sentimento de expectativa e a sensação de indefinição dos rumos do campeonato, como a muito não se via. Antes que os defensores do campeonato de pontos corridos venham com a historia de que assim é mais justo, mais honesto e blá blá blá, já aviso que essa que vos fala não acha que acabar com a emoção inerente ao futebol seja a melhor forma de acabar com os problemas de cartolagem, corrupção e outros argumentos levantados para realizar a mudança. Em defesa ao famoso mata-mata, aí está a emoção da reta final que não me deixa mentir. Flamenguistas, por exemplo, que até então achavam que estavam apenas cumprindo tabela para, no máximo disputar uma sul-americana no ano que vem, vislumbram real possibilidade de vir a ser campeão. Palmeirenses, que já se achavam donos do caneco, agora precisam suar a camisa e correr atrás, pois na corrida ainda vem São Paulo, Inter, Atlét...

A dona do jogo

Lá estava ela. Amarela, redonda, de couro. Ou seria sintético? Bom, vai lá, não importa. o que importa é que ela estava lá. O cenário de fim de tarde com possibilidade de chuva parecia desanimador a olhos desavisados, mas para ela era momento de glória que se aproximava. Dentro da mochila parecia sentir que seria a estrela daquela noite. E não estava errada. Saiu para o piso de concreto. Solitária rolava pela quadra, amarela, viva. Mais nada além dela. Ao fundo o sol tentava se por, competindo com as nuvens pela liderança na paisagem de fim de tarde, junto com o mar. Mas quem reinaria absoluta, seria ela. Assim que apareceu redonda e amarela, como um enxame de abelhas, começou a aparecer gente. Gente de todas as cores, credos, classes sociais, times e visões políticas. Homens e mulheres, crianças e adultos. Tudo para ve-la. Montaram-se times, três, não, quatro, chegaram mais alguns: - E aí podemos entrar "de próximos"? - Claro, só esperar, melhor de três, são quatro na linha ...

Numa tarde fria...

Se pudesse escolher uma frase para hoje com certeza seria da música do Djavan: "Um dia frio, um bom lugar para ler um livro, e o pensamento lá em você..." referindo-se a um momento, situação, sentimento... dando pequenos passos para qualquer mortal, mas um grande passo para mim... Feriado na fria e bela Curitiba, com diferentes presenças marcantes na minha vida que me fazem perceber o quanto as coisas mudaram internamente. Perfeição? Naaah, tô BEM longe disso, e o aprendizado constante me faz ver o quanto o caminho é longo e espinhoso...mas que cada espinho carrega consigo uma rosa e que elas abarrotam a estrada. O momento foi propício para reflexões importantes... e também situações interessantes... nada como as diferentes formas de comunicação... meio e mensagem nunca fizeram tanto sentido...

Contrastes

Saíram da reunião do budismo com a alma leve. Refletiam sobre como tinha sido produtiva e as percepções de cada um sobre as reflexões e ensinamentos. Uns eram simpatizantes da prática, outros praticantes. Desciam despreocupados a rua Figueiredo de Magalhães, conversando sobre coisas relativas a reunião e assuntos correlatos, todos muito animados e de bem consigo mesmo. A alegria e a serenidade eram o espírito de cada um dos seis. O barulho ouvido era estranhamente familiar, mas alguns nem se deram conta, tamanha a animação com que conversavam. Foi então que viram uma movimentação em sentido contrário. As pessoas pareciam apressadas, correndo em direção ao hospital Copa D'or. As caras de preocupação constrastavam com o espírito do grupo, que percebeu que havia algo de errado. Os seguranças do hospital sinalizavam que era melhor tomar outro caminho. Sem entender o que acontecia, mas com a sensação de que era algo de muito errado, tomaram o caminho da Siqueira Campos onde novamente de...