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A dona do jogo

Lá estava ela. Amarela, redonda, de couro. Ou seria sintético? Bom, vai lá, não importa. o que importa é que ela estava lá. O cenário de fim de tarde com possibilidade de chuva parecia desanimador a olhos desavisados, mas para ela era momento de glória que se aproximava. Dentro da mochila parecia sentir que seria a estrela daquela noite. E não estava errada. Saiu para o piso de concreto. Solitária rolava pela quadra, amarela, viva. Mais nada além dela. Ao fundo o sol tentava se por, competindo com as nuvens pela liderança na paisagem de fim de tarde, junto com o mar. Mas quem reinaria absoluta, seria ela. Assim que apareceu redonda e amarela, como um enxame de abelhas, começou a aparecer gente. Gente de todas as cores, credos, classes sociais, times e visões políticas. Homens e mulheres, crianças e adultos. Tudo para ve-la. Montaram-se times, três, não, quatro, chegaram mais alguns: - E aí podemos entrar "de próximos"? - Claro, só esperar, melhor de três, são quatro na linha ...

Numa tarde fria...

Se pudesse escolher uma frase para hoje com certeza seria da música do Djavan: "Um dia frio, um bom lugar para ler um livro, e o pensamento lá em você..." referindo-se a um momento, situação, sentimento... dando pequenos passos para qualquer mortal, mas um grande passo para mim... Feriado na fria e bela Curitiba, com diferentes presenças marcantes na minha vida que me fazem perceber o quanto as coisas mudaram internamente. Perfeição? Naaah, tô BEM longe disso, e o aprendizado constante me faz ver o quanto o caminho é longo e espinhoso...mas que cada espinho carrega consigo uma rosa e que elas abarrotam a estrada. O momento foi propício para reflexões importantes... e também situações interessantes... nada como as diferentes formas de comunicação... meio e mensagem nunca fizeram tanto sentido...

Contrastes

Saíram da reunião do budismo com a alma leve. Refletiam sobre como tinha sido produtiva e as percepções de cada um sobre as reflexões e ensinamentos. Uns eram simpatizantes da prática, outros praticantes. Desciam despreocupados a rua Figueiredo de Magalhães, conversando sobre coisas relativas a reunião e assuntos correlatos, todos muito animados e de bem consigo mesmo. A alegria e a serenidade eram o espírito de cada um dos seis. O barulho ouvido era estranhamente familiar, mas alguns nem se deram conta, tamanha a animação com que conversavam. Foi então que viram uma movimentação em sentido contrário. As pessoas pareciam apressadas, correndo em direção ao hospital Copa D'or. As caras de preocupação constrastavam com o espírito do grupo, que percebeu que havia algo de errado. Os seguranças do hospital sinalizavam que era melhor tomar outro caminho. Sem entender o que acontecia, mas com a sensação de que era algo de muito errado, tomaram o caminho da Siqueira Campos onde novamente de...

Ansiedade

Querer as coisas pra ontem. Ainda que já tenha aprendido que isso só causa insônia, stress e gastrite não consegue mudar... continua querendo tudo agora e ao mesmo tempo. Por mais que tente seguir a máxima de caminhando e cantando e tudo tem seu tempo, a síndrome de coelhinho branco da Alice a persegue. Sempre é "tarde, tarde, muito tarde" A palavra relaxamento, essa só é utilizada realmente se, e somente se, estiver em uma sala com música apropriada e um profissional da área em questao executando comandos de exercícios respiratórios e técnicas apropriadas. Não que querer as coisas seja ruim. Ruim é querer atropelar acontecimentos e fatos e se consumir com o tempo que as coisas tem para acontecer. Pode vir a conhecida e assustadora falta de inspiração, ainda mais quando o deadline se aproxima, a cobrança, muito mais dela própria do que de terceiros. Acompanhada dela geralmente andam de braços dados a insegurança, a irritabilidade, a compulsão, o desespero momentâneo e a desco...

Ou isto ou aquilo

O poema da Cecilia Meireles tem bem a ver com o momento... A duvida é uma constante atualmente. A incerteza e a insegurança fazem companhia. Incrível como pequenos gestos falam e calam mais que tudo. E no meio disso tudo, fica apenas o questionamento: e o que fazer?

Derrapando

Assunto da semana, nao poderia ser pautada de outra forma... falemos hoje de F-1. Em meio ao escândalo envolvendo Renault, Piquet(s) e FIA, aconteceu o GP de Monza. Ok, Rubinho ganhou, e todos nós deveríamos passar a informação batida. Mas, na tentativa de calar o escândalo latente do Nelsinho, a mídia brasileira aproveita para enaltecer o talento do grande piloto Rubens Barrilchelo, com direito a entrevistas emocionadas falando sobre a dura vida de piloto desempregado depois de sair da extinta Honda. Arquivo Confidencial à parte, com direito a lágrimas e Faustão com seus modelitos fora de moda, o fato é que estão novamente desviando o foco do público para algo que está cada vez pior... a F-1. Antes fosse apenas capítulo Nelsinho, recheado com chantagem, traição, acidente proposital e até preferências sexuais e relacionamentos amorosos....esse ano já tivemos mudanças na categoria, chilique de montadoras, ameaça de fim de campeonato e de criação de nova liga automobilística... olha...é ...

SóLetrando

A inspiração é tanta que nem consegue escrever. Brotam ideias e mais ideias na cabeça com uma constante absurda que não dá pra externalizar. Normalmente já é difícil por no papel os vários devaneios que acontecem na sua mente, mas dessa vez todos eles tem o mesmo mote. Por mais que fervilhem frases, bordões, versos e rimas, todos eles rumam para o mesmo tema. E se tornar repetitivo não é problema na atualidade, porque quanto mais se sente mais vontade tem de escrever. As vezes a vontade é de ser claro e específico, só que cogitar de alguém mais ler e perceber faz mudar de ideia. Mas a vontade de sair gritando aos 4 ventos é latente. A sensação é intensa, a vontade é constante o anseio é enorme. Conter-se. Sempre foi assim e não seria diferente agora. Mas mesmo com toda racionalidade, suspira profundamente de cinco em cinco minutos. Música, além de constante, se torna fundamental tanto quanto o ar. E escrever...se torna inevitável.